Cronômetro de fissura
A vontade de beber cresce, chega ao pico e some. Ligue o anel, ponha outra coisa nas mãos e deixe esta passar — você está atravessando uma onda, não ganhando uma discussão.
15:00
pronto
As quatro marcas são os quartos da espera.
Uma vontade em que você não age costuma crescer, chegar ao pico e sumir dentro de 10 a 30 minutos. Quinze fica no meio disso, e por isso a página abre nesse número.
É essa a técnica inteira. A vontade chegou, fez o que as vontades fazem e foi embora sem ser alimentada.
Você bebeu. Isso é dado, não fracasso.
Alguma coisa nesta hora tornou a espera mais difícil do que de costume — a hora do dia, o cômodo, com quem você estava, o que aconteceu antes de começar. Vale saber disso antes da próxima, e é a única coisa útil a tirar desta noite. Sua conta de vontades superadas não andou para trás, porque nada disto as desfaz.
Encha um copo de água e beba tudo antes de fazer qualquer outra coisa. Isso dá um trabalho às suas mãos e põe alguma coisa no espaço que a bebida ia ocupar.
Coma alguma coisa. A fissura fica mais afiada quando o açúcar no sangue está baixo, e uma vontade de estômago vazio discute muito mais do que uma de estômago cheio.
Saia do cômodo. A cozinha, a geladeira, a cadeira em que você sempre bebe — a deixa está no cômodo tanto quanto está em você, então mude de cômodo.
Mande mensagem para alguém. Não precisa ser sobre bebida, e não precisa ser uma conversa inteira. Estar em contato com uma pessoa muda os próximos dez minutos.
Ache onde a vontade se instala de verdade — peito, garganta, mandíbula, mãos. Olhe para ela como você olharia para uma onda da praia, sem discutir com ela e sem obedecer a ela.
Uma vontade em que você não age tende a crescer, chegar ao pico e sumir dentro de 10 a 30 minutos. Você não está aguentando para sempre. Está atravessando uma onda.
Sem conta, nada para instalar.
A versão honesta de surfar a fissura
Surfar a fissura costuma ser vendido como um jeito de deixar a vontade mais fraca. Não foi isso que o estudo por trás da técnica encontrou. Quando Bowen e Marlatt testaram uma instrução breve de atenção plena contra um controle, o que mudou foi como as pessoas respondiam a uma vontade — não o quanto essa vontade era forte.
O que é uma afirmação menor, e mais útil. A medida de quinze minutos bem passados aqui não é você ter parado de querer uma bebida. É a vontade ter chegado, corrido o seu curso, e você ainda estar aqui no fim dela. Faça isso algumas vezes e seu próprio sistema nervoso começa a juntar provas de que uma vontade é uma coisa que acaba sozinha.